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Epístolas gerais e seu lugar na literatura bíblica

Uns dos marcos da fé cristã, é a Bíblia Sagrada. O livro que está presente na maneira de pensar e agir dos cristãos. Ao analisar a Bíblia(Epístolas gerais) vamos encontrar em sua coleção vários gêneros literários, não somente um escrito, porém uma coleção de escritos. Ela está presente na confissão de fé e possui afirmações sobre sua inspiração e inerrância. Com isso estudar ou ler a Bíblia é mergulhar em uma história desde sua escrita até a definição do cânon sagrado.

Quando estudamos a Bíblia podemos observar, em sua composição algumas divisões, como por exemplo, o Novo e o Velho Testamento. Essas divisões, ajudam a entender o termo Bíblia. Conforme afirma Reis, (2006, p.20) “Bíblia resguarda a ideia primordial de sua formação a partir da junção de diversos livros em um único volume”. Para Cairns (2008, p.60) “O Novo Testamento não é um pico isolado da literatura religiosa; ao contrário, é o ponto mais elevado de uma cordilheira de literatura religiosa produzida pela igreja primitiva”. A Bíblia cristã como conhecemos é resultado de um processo histórico em resposta aos desafios de cada época para manter a fé cristã com base em escritos que são inspirados por Deus. Segundo Cairns (2008):

“As pessoas supõem, equivocadamente, que o cânon foi estabelecido pelos concílios eclesiásticos. Não foi assim, pois vários concílios que se pronunciavam sobre o problema do cânon do Novo Testamento apenas os tornavam públicos… O desenvolvimento do cânon foi um processo demorado, basicamente encerrado em 175 anos, exceto por uns poucos livros cuja autoria era ainda discutida” (CAIRNS, 2008, p. 101).

O cânon é por definição, literalmente, uma “vara de medir”. Não estamos avaliando o seu desenvolvimento e formas, porém devemos observar que a formação do Novo Testamento foi algo que aconteceu ao longo do tempo na história do cristianismo. Os textos que temos em mãos foram submetidos a um parâmetro para selecionar e diferenciar os escritos da época. Para Carson, Moo e Morris (1997, p. 550-551) existiam três padrões de critérios que ao longo dos séculos serviam de fatos determinantes para aceitação do escrito como inspirado e canônico. Esses aspectos eram: 1- Ortodoxia e/ou regula fidei (regra de fé); 2- Apostolicidade; 3- Catolicidade. Com isso foram realizados ao longo da história, análises e discussões sobre os escritos da época.

Reis (2006, p.134) define dois termos para o processo do canôn do Novo Testamento, que são “homologoumena – (`μολογουμενα)” e “antilegomena – (αντιλεγομένα)”, o primeiro caracteriza os livros que foram aceitos como canônicos pela totalidade da igreja primitiva, contudo o segundo termo antilegomena eram os livros que geraram maior debate e análise para aceitação, foram postos em dúvidas. Os antilegomenas se mostram de grande importância pois é o objeto de nosso estudo nessa disciplina, excluindo I Epístola de Pedro e I Epistola de João os demais são classificados como antilegomena. Observado alguns aspectos da formação do Novo testamento e do processo chamado cânon, podemos observar a tabela a seguir sugerida por Reis (2008, p. 27 grifo do autor).

No Novo Testamento apresentam dentro das literaturas as epístolas que se dividem em: Epístolas Paulinas (escrita pelo apóstolo Paulo) e Epístolas Gerais. Os escritos epistolares se definem como:

“Coletivamente, as Epístolas pressupõem a história de Jesus conforme contada nos Evangelhos; suas principais preocupações residem na instrução, no encorajamento e na exortação do povo de Deus. Como tais as Epístolas têm várias coisas em comum” (FEE e GRUDEN, 2019, p.311)

Dentro dessa coletânea de livros cabe analisarmos as Epistolas Gerais, ou epistolas católicas (universal). Entendemos esses escritos 8 como não sendo escritos Paulinos e também são escritos universais porque são endereçados às várias comunidades e não a uma específica conforme os escritos paulinos. As Epístolas Gerais contêm as seguintes obras: Hebreus; Tiago; I e II Pedro; I, II e III João e Judas. Cada epístola será analisada em seu teor: histórico (data, autor e destinatário), doutrinário e prático. 

No curso de Bacharel em Teologia você poderá se aprofundar em todo o conteúdo, podendo conhecer os seguintes tópicos:

  • Hebreus, a soberania de cristo
  • Tiago, fé como ação na história
  • Esboços das cartas de Tiago, Pedro e Judas
  • Autorias de Pedro e Judas
  • Estrutura teológica
  • Relacionamento entre Pedro e Judas
  • Escatologia
  • Epistolas joaninas

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